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Conteúdo e SEO 90 dias Intermediário

Planejamento de Conteúdo de Blog

Estratégia de blog em estrutura de cluster: pillar pages + cluster pages. Cobre desde mapeamento de tópicos com validação de volume, produção de pautas detalhadas, otimização on-page, distribuição cross-channel e análise mensal de performance.

Etapa 1 — Estratégia e pauta

Definir clusters tópicos e produzir pautas detalhadas.

Briefing inicial com o cliente

2h Básico

Conversa estruturada para entender objetivos, contexto e restrições.

O que é o briefing inicial

O briefing é a primeira conversa estruturada do projeto. Ele alinha expectativas, descobre restrições escondidas e define o que é sucesso.

Como conduzir

  1. Apresentação do projeto e do que será feito.
  2. Perguntas abertas sobre o problema que motivou o projeto.
  3. Perguntas fechadas sobre restrições (prazo, orçamento, marca, técnico).
  4. Resumo verbal: "ouvi X, Y e Z — confirma?".
  5. Próximos passos e prazos para resposta.

Critérios de qualidade

  • Foi gravado/transcrito (com autorização).
  • O cliente confirmou o resumo.
  • Foram identificados os principais riscos.

Checklist

  • Agendar reunião de briefing
  • Preparar lista de perguntas
  • Conduzir reunião com gravação/transcrição
  • Escrever resumo estruturado
  • Enviar para confirmação do cliente

Ferramentas

  • Bloco de notas

Entregável

Resumo escrito do briefing + ata da reunião.

Definir cluster de tópicos do blog

8h Intermediário

Mapear pilares de conteúdo do blog em estrutura de cluster (pillar page + cluster pages) para autoridade tópica.

Por que estrutura de cluster vence artigos soltos

Blog antigo era coleção de artigos isolados sobre temas variados. Google penalizou o modelo: sites sem autoridade tópica clara perderam ranking para sites com profundidade em nichos específicos.

Estrutura de cluster: um pillar page (artigo central e amplo sobre tema X) + cluster pages (artigos específicos sobre subtemas de X), todos linkados internamente. Sinaliza para o Google que seu site é autoridade em X.

Em 2026, com LLMs fazendo grounding em web content, autoridade tópica é ainda mais crítica. Conteúdo disperso não vira fonte citada por ChatGPT, Gemini, Perplexity.

Definindo os 3-5 grandes temas

Não cobrir tudo. Sites de B2B SaaS que tentam ranking para 50 temas diferentes acabam fracos em todos.

Critério para escolher tema: tem conexão direta com o que você vende? Audiência-alvo busca isso? Você tem expertise real para escrever profundo?

Exemplo para agência SEO B2B:

Tema 1: "SEO Técnico" (pillar) → cluster: redirect, schema, robots, crawl budget, Core Web Vitals, etc.

Tema 2: "SEO On-page" (pillar) → cluster: title/meta, headings, keyword research, conteúdo evergreen, etc.

Tema 3: "Link building" (pillar) → cluster: digital PR, broken links, guest posts, etc.

Tema 4: "Análise de dados SEO" (pillar) → cluster: GSC, GA4, dashboards, KPIs.

Não 8 temas. 3-5 maximum.

Pillar page: guia abrangente

Pillar page é o artigo de referência sobre o tema. Tipicamente 3.000-5.000 palavras. Cobre o tema em alto nível, com seções para cada subtema (que viram cluster pages depois).

Estrutura típica de pillar:

  • Introdução ampla ao tema
  • O que é, por que importa
  • Componentes principais (cada componente = uma seção)
  • Em cada seção, parágrafo de overview + link para cluster page com profundidade

Pillar page ranqueia para keyword genérica (ex: "seo técnico"). Cluster pages ranqueiam para keywords específicas (ex: "como configurar schema.org json-ld").

Cluster pages: profundidade por subtema

Cada cluster page foca em UM problema específico do tema. 1.500-3.000 palavras tipicamente.

Cluster page é onde está a profundidade. Pillar é overview, cluster é "como fazer".

Para cada pillar com 5-10 clusters, cada cluster com 5-10 sub-tópicos potenciais — você tem um pipeline de 25-100 artigos só nesse tema. Não vai produzir tudo de uma vez, mas tem direção clara dos próximos meses.

Validar volume e dificuldade

Antes de gastar 8 horas escrevendo cluster page, valide:

Volume: quantos buscam essa keyword/mês? Use Ahrefs ou Google Keyword Planner. Volume abaixo de 100/mês para B2B é geralmente OK (intenção alta compensa). Para B2C, volume abaixo de 1000/mês raramente vale o esforço.

Dificuldade: quão competitiva é a SERP atual? Sites com Domain Rating alto dominam? Conteúdo top é forte ou fraco? Você consegue fazer melhor?

Intenção: informacional (quer aprender), comparativo (quer comparar opções), transacional (quer comprar). Sua landing page atende a intenção?

Pelos sistemas Ahrefs: tente keywords com volume 100-1000 e Keyword Difficulty <30 primeiro. Wins rápidos.

Priorização por valor/esforço

Crie tabela:

| Keyword | Volume | Dificuldade | Intenção | Valor estimado | Esforço (h) | Prioridade |

Valor estimado: baixo (informacional puro), médio (consideração), alto (próximo de compra).

Ordene por (Valor / Esforço). Primeiros 5-10 são o pipeline de 90 dias.

Critérios de qualidade

3-5 clusters definidos com pillar + 5-10 cluster pages cada.

Cada keyword validada por volume + dificuldade. Sem "achismo".

Priorização baseada em valor/esforço, não em "o que parece interessante".

Cliente assinou a estratégia. Sem isso, o time vai produzir conteúdo desalinhado.

Pipeline para próximos 90 dias claro. Sem isso, produção volta a ser improvisada.

Checklist

  • Identificar 3-5 grandes temas alinhados com produto/serviço
  • Para cada tema, definir pillar page (artigo guia abrangente)
  • Para cada pillar, listar 5-10 cluster pages (artigos específicos)
  • Validar volume de busca de cada keyword via Ahrefs/KP
  • Mapear intenção de busca (informacional, comparativo, transacional)
  • Estimar dificuldade e priorizar por relação valor/esforço

Entregável

Documento com 3-5 clusters tópicos: pillar page central + 5-10 cluster pages cada, mapeados a palavras-chave validadas por volume.

Pauta detalhada por artigo

4h Intermediário

Briefing completo por artigo antes da escrita, garantindo foco editorial e alinhamento SEO.

Pauta detalhada vence brief vago

"Escreve um artigo sobre SEO técnico" não é pauta. É desejo. Escritor improvisa, demora mais, produz menor qualidade.

Pauta detalhada é briefing operacional: o que cobrir, com qual angulação, em quantas palavras, com quais fontes. Reduz tempo de escrita pela metade e melhora qualidade SEO drasticamente.

Estrutura da pauta

Cabeçalho:

  • Título provisório do artigo
  • Keyword principal (foco SEO)
  • Cluster (qual pillar pertence)
  • Tipo de artigo (guia, how-to, comparativo, lista)
  • Persona-alvo

Análise SERP atual:

Antes de escrever, leia os 3-5 primeiros resultados para a keyword principal no Google. Anote:

  • O que eles têm em comum? Mesma estrutura?
  • Que perspectiva NÃO está sendo coberta? (Oportunidade de diferenciação.)
  • Quão profundos são? Você vai precisar ir mais fundo.

Keywords secundárias e LSI:

Keywords secundárias: 3-5 termos relacionados que o artigo deve cobrir. Cada uma vira H2 ou H3.

LSI (Latent Semantic Indexing) — termos relacionados que aparecem no contexto. Ex: artigo sobre "SEO técnico" deve mencionar "crawl", "indexação", "Search Console". Lista esses termos no briefing para o escritor lembrar.

Ahrefs → Keyword Explorer → "Also rank for" sugere LSI naturais.

Estrutura H2/H3:

Mapeie o esqueleto do artigo:

H1: [Título do artigo]
  H2: O que é [keyword principal]
    H3: História ou contexto
    H3: Diferenças entre X e Y
  H2: Por que importa
    H3: Caso prático
  H2: Como fazer (passos)
    H3: Passo 1: ...
    H3: Passo 2: ...
  H2: Erros comuns
  H2: Critérios de qualidade / Conclusão

Escritor preenche os parágrafos sob cada heading. Não precisa pensar estrutura.

Contagem alvo:

Para cluster page típico: 1.500-3.000 palavras.

Para pillar page: 3.000-5.000 palavras.

Use os concorrentes que ranqueiam top 3 como referência. Não mais 50% acima — diferença de 1.500 para 2.500 importa, mas de 2.500 para 4.000 não.

Fontes obrigatórias:

Liste 3-5 fontes confiáveis para citar. Documentação oficial (Google Search Central, Schema.org), estudos academicos, dados de empresas reconhecidas (Backlinko, Ahrefs Studies, SEMrush).

Citação de fonte com link aumenta credibilidade E autoridade percebida pelo Google (E-E-A-T).

CTA esperado:

Cada artigo tem propósito de negócio. Qual?

CTA típicos:

  • Inscrever em newsletter (artigos informacionais)
  • Baixar e-book (artigos de meio de funil)
  • Agendar diagnóstico (artigos de comparação/decisão)
  • Compartilhar (artigos virais informacionais)

Sem CTA, artigo é caridade. Com CTA claro, artigo é ativo do funil.

Análise de SERP em 30 minutos

Não é decisão de meia hora. Antes de pautar, gaste 30 minutos lendo SERP:

Top 5 resultados para a keyword principal. Leia cada um. Anote estrutura, tom, tamanho aproximado, prós e contras.

Pergunta-chave: que ângulo NÃO está coberto? Você quer ser melhor que os top 5 em PELO MENOS UM aspecto.

Se você cobrir o tema exatamente do mesmo jeito que os top 5, vai ser ranking 6.

Persona-alvo

Cada artigo é escrito para alguém específico. Mesmo dentro de um nicho B2B, há variações:

  • "Diretor de Marketing" — vocabulário gerencial, foco em resultado e ROI
  • "Analista de SEO" — vocabulário técnico, foco em métodos e ferramentas
  • "CEO de PME" — vocabulário acessível, foco em retorno simples

Persona errada = artigo que ninguém termina de ler.

Critérios de qualidade

Cada artigo tem pauta completa antes da escrita começar.

Análise de SERP feita, ângulo diferenciador identificado.

Estrutura H2/H3 esqueletada. Escritor não precisa pensar arquitetura.

Fontes obrigatórias listadas. Sem fontes, artigo perde E-E-A-T.

CTA contextual definido. Não termina em "se gostou, compartilhe" genérico.

Checklist

  • Capturar keyword principal e validar SERP atual
  • Identificar 3-5 keywords secundárias relacionadas
  • Mapear estrutura H2/H3 baseada no que ranqueia
  • Listar fontes confiáveis a citar no artigo
  • Definir CTA contextual ao artigo
  • Estimar contagem de palavras alvo

Entregável

Pauta por artigo com: keyword principal, keywords secundárias, intenção, estrutura H2/H3, fontes obrigatórias, palavras-chave LSI, CTA esperado, e referência aos top 3 ranqueadores atuais.

Etapa 2 — Produção e otimização

Aplicar SEO on-page e distribuir cross-channel.

Otimização on-page do artigo

3h Intermediário

Aplicar checklist de SEO on-page antes de publicar: title, meta, headings, imagens, links internos, schema.

SEO on-page: o trabalho invisível

Artigo bem escrito mas mal otimizado fica enterrado na página 5 do Google. Não importa quão bom o conteúdo é se a estrutura técnica não comunica claramente para o algoritmo.

On-page é a camada que conecta seu conteúdo ao Google. 30 minutos de trabalho cuidadoso multiplica o alcance do artigo por 2-3x.

Checklist mínimo viável

Title (até 60 caracteres):

A tag title é o título que aparece na SERP. Tem dois propósitos:

  1. SEO: keyword principal no início vence keyword no fim.
  2. CTR: precisa convencer o usuário a clicar.

Padrão recomendado: "[Keyword principal]: [angulação ou benefício]"

Exemplo ruim: "Aprenda sobre SEO Técnico em 2026" (49c, mas não tem keyword no início claramente)

Exemplo bom: "SEO Técnico em 2026: guia completo com 12 ações práticas" (58c, keyword no início, especificidade no resto)

Meta description (até 155 caracteres):

Não impacta diretamente ranking, mas impacta CTR muito. Trate como um anúncio em miniatura.

Inclua:

  • Promessa do conteúdo
  • Benefício do leitor
  • Sutil CTA

Exemplo: "Saiba como auditar e corrigir os 12 problemas técnicos mais comuns. Inclui checklist prático que você aplica em qualquer site."

H1 único:

Um único H1 por página, contém a keyword principal.

H1 ≠ title. Title aparece na SERP, H1 aparece dentro da página. Podem ser similares mas não idênticos.

Recomendação: H1 mais longo e amigável (75-100 caracteres ok), title mais conciso para SERP.

Estrutura H2-H6 hierárquica:

H1 → H2 → H3. Sem pular H2 para ir direto a H3. Sem usar H2 só por estilo visual.

H2s são as seções principais do artigo. H3s são subseções.

Idealmente, keywords secundárias aparecem em H2s.

Alt text em imagens:

Toda imagem tem alt text descritivo (não placeholder "image"). Não keyword stuffing — descreve o que a imagem mostra.

Acessibilidade real + sinal de qualidade para o Google.

Internal linking:

3-5 links internos para outras páginas relevantes (idealmente cluster pages do mesmo cluster).

Sem internal linking, artigo vive isolado. Com internal linking forte, autoridade flui entre páginas relacionadas.

Anchor text dos links: descritivo, não "clique aqui" ou "veja mais".

Schema Article:

JSON-LD do tipo Article (ou BlogPosting) no head. Campos mínimos: headline, author, datePublished, image.

Valida no Rich Results Test (search.google.com/test/rich-results) ANTES de publicar.

URL slug

URL deve conter a keyword principal. Mais curta = melhor.

Bom: example.com/seo-tecnico-guia

Ruim: example.com/2026/05/27/aprenda-sobre-seo-tecnico-em-2026-guia-completo

Hífen separa palavras. Underscore _ não — Google trata como uma palavra só.

Densidade e LSI

Esqueça "densidade ideal de keyword" — métrica obsoleta. O Google entende contexto semântico.

Use a keyword principal naturalmente: H1, primeiro parágrafo, alguns H2s, e onde fizer sentido. NÃO force.

LSI (latent semantic): inclui termos relacionados naturalmente. Artigo sobre SEO técnico que NÃO mencione "crawl", "indexação", "Search Console" sinaliza superficialidade.

Velocidade da página

Performance impacta ranking. Artigo lento perde posição.

Imagens otimizadas (formato moderno, dimensões corretas). Imagens hero com fetchpriority=high. Lazy loading nas imagens abaixo da dobra.

Carregue scripts não críticos com defer.

PageSpeed Insights deve mostrar mobile na faixa verde antes de publicar.

Critérios de qualidade

Checklist de 7 itens cumprido para todo artigo publicado.

Rich Results Test sem erros.

PageSpeed Insights mobile na faixa verde.

Internal linking conectando ao cluster ao qual o artigo pertence.

URL slug curto e com keyword.

Sem keyword stuffing.

Checklist

  • Validar title (até 60 caracteres, keyword no início)
  • Escrever meta description (até 155 caracteres, com CTA)
  • Confirmar H1 único com keyword principal
  • Adicionar alt text descritivo em todas imagens
  • Linkar para 3-5 cluster pages internas relevantes
  • Implementar schema Article via JSON-LD
  • Validar no Rich Results Test antes de publicar

Ferramentas

Entregável

Artigo publicado com todos os elementos on-page aplicados conforme checklist: title 60c, meta 155c, H1-H6, alt text, internal links, schema Article.

Distribuir o artigo nos canais

4h Básico

Adaptar e republicar o conteúdo em LinkedIn, Instagram, newsletter, X — extraindo valor máximo de cada artigo.

Um artigo, múltiplas vidas

Artigo bom merece ser distribuído. Publicar no blog e esperar tráfego orgânico é desperdício do trabalho de produção.

Cross-channel correto multiplica alcance por 5-10x sem precisar produzir mais conteúdo. Cada canal tem audiência levemente diferente — você impacta gente que nunca viria via Google.

A regra de ouro: NÃO copia-cola entre canais. Adapta. Audiência LinkedIn lê diferente de audiência Instagram. Tom adaptado, formato adaptado, gancho adaptado.

LinkedIn: post longo (1.200-1.500 caracteres)

LinkedIn premia posts longos e textuais. Não link direto para o blog na primeira linha — algoritmo penaliza.

Estrutura recomendada:

  • Primeira frase forte (gancho)
  • 3-5 parágrafos curtos extraindo os principais pontos do artigo
  • Em algum lugar do meio, link para o artigo completo
  • Pergunta de engajamento no final

Tons LinkedIn: profissional mas humano. Menos formal que e-mail corporativo, mais cuidadoso que Twitter.

Primeira frase decide tudo. "Eu costumava achar que SEO técnico era para devs. Estava errado."

Texto na imagem do post (LinkedIn permite imagem) ajuda muito. Aproveite.

Instagram: Carrossel com 7-9 slides

Carrossel é o formato Instagram que melhor extrai valor de artigo.

Estrutura:

  • Slide 1: Capa com gancho do título
  • Slides 2-8: cada slide é um ponto-chave do artigo (H2)
  • Slide 9: CTA "saiba mais no blog" (com link na bio reapontado para o artigo no momento da publicação)

Cada slide: pouco texto (8-15 palavras), uma ideia, padrão visual consistente.

Não enche o slide de texto. Carrossel não é PDF. Cada slide pega 2-3 segundos da atenção — entrega UM ponto.

Newsletter: e-mail com gancho + link

Newsletter é o canal de maior conversão para tráfego de qualidade. Lista própria é ativo, não dependente de algoritmo.

Estrutura do e-mail:

  • Subject: 30-50 caracteres, pergunta ou afirmação forte
  • Abertura: 1-2 frases com gancho do artigo
  • Desenvolvimento: 3-5 parágrafos com os principais pontos
  • CTA: "leia o artigo completo no blog" com link
  • Assinatura

E-mail não deve ser o artigo inteiro. Deve ser o teaser que faz a pessoa querer clicar.

Métricas de e-mail: open rate (>25% bom), click rate (>3% bom).

Thread X (Twitter): 5-7 tweets

X é canal de nicho profissional. Para B2B SaaS, SEO, marketing, dev — vale a pena.

Estrutura de thread:

  • Tweet 1: gancho forte + "🧵" indicando thread (ou "1/" se preferir sem emoji)
  • Tweets 2-6: um ponto por tweet, baseado nos H2s do artigo
  • Tweet 7: CTA + link para o artigo completo

Cada tweet: 280 caracteres usados bem. Frase curta, impacto.

Threads que voam têm gancho com contrarianismo ou specificity dura. "78% dos blogs falham em uma coisa: ..."

Agendamento escalonado

Não publicar tudo no mesmo dia. Distribuir ao longo de 1-2 semanas:

  • Dia do post no blog: e-mail para a lista (audiência já engajada)
  • Dia +1: post LinkedIn
  • Dia +3: Carrossel Instagram
  • Dia +5: thread X
  • Dia +7: re-amplificar para gente que não viu

Cada audiência atinge o conteúdo no canal onde já está, no momento certo.

Métricas de canal

Acompanhe nos primeiros 7 dias pós-publicação:

  • Tráfego para o artigo por canal (via UTM)
  • Tempo médio na página por canal (qualidade do tráfego)
  • Conversões por canal (formulário, newsletter signup, CTA específico)

Aprendizado: que canal trouxe melhor qualidade de tráfego? Use no próximo artigo. Após 5-10 artigos, padrão claro emerge.

Não vire spammer

Cross-channel é amplificação respeitosa. Não é flood.

Cada canal recebe a versão otimizada PARA aquele canal. Não copia-cola.

Aguarde alguns dias entre publicações. Sem overload.

Audiência que segue você em múltiplos canais NÃO precisa ver o mesmo conteúdo 5 vezes. Adapte a mensagem.

Critérios de qualidade

Cada artigo tem plano de distribuição ANTES de publicar.

4 canais ativados (mínimo: LinkedIn, Instagram, Newsletter, X). Adicione canais conforme presença em cada um cresce.

UTM em todos os links para rastrear performance por canal.

Tráfego e conversões medidos nos 7 dias seguintes.

Aprendizado documentado: qual canal vence em qual tipo de artigo?

Checklist

  • Adaptar para post de LinkedIn (1200-1500 caracteres, primeira frase forte)
  • Criar Carrossel Instagram com 7-9 slides extraindo principais pontos
  • Redigir e-mail de newsletter com link para artigo completo
  • Cortar thread X com 5-7 tweets baseados nos H2s do artigo
  • Agendar distribuição escalonada (não tudo no mesmo dia)
  • Monitorar tráfego de cada canal nos primeiros 7 dias

Entregável

Plano de distribuição com adaptações por canal: post LinkedIn longo, Carrossel Instagram, e-mail newsletter, thread X.

Etapa 3 — Análise e iteração

Medir performance mensal e ajustar próximo ciclo.

Análise de performance mensal do blog

4h Intermediário

Relatório mensal cruzando GSC + GA4 para identificar vencedores, perdedores e oportunidades de atualização.

Por que analisar mensalmente

Blog sem análise é blog que adivinha. Artigos publicados são gastos sem retorno medido.

Análise mensal identifica:

  • O que está funcionando (amplificar)
  • O que está esfriando (atualizar)
  • O que está bombando e precisa de continuação
  • Onde está a oportunidade de quick win

30 minutos de análise por mês evita meses de produção em direção errada.

Top 10 do GSC: o que ranqueia

Search Console → Performance → últimos 28 dias.

Filtre por padrão de URL do blog (/blog/* ou similar). Ordene por Impressions decrescente.

Top 10 artigos por impressões mostra: o que o Google está exibindo. Não necessariamente o que tem mais cliques.

Top 10 por Clicks: o que está sendo lido.

Top 10 por CTR: o que tem title/meta funcionando.

Cruzamento útil: artigos com IMPRESSÕES ALTAS mas CTR BAIXO. Esses estão sendo exibidos mas título/meta não convencem clique. Oportunidade fácil — reescrever title e meta, ganho instantâneo.

Top 10 do GA4: o que converte

GSC mostra ranqueamento. GA4 mostra qualidade do tráfego.

Acesso GA4 → Reports → Engagement → Pages and screens.

Métricas a olhar:

  • Page views totais
  • Tempo médio engaged
  • Engagement rate (% que ficou >10s na página)
  • Conversões (se evento configurado)

Top 10 por conversões é o ouro. Artigos que geram resultado real de negócio. Mais investimento, mais distribuição, mais variações.

Identificando oportunidades

Posts com bom volume mas baixo CTR:

GSC mostra 5.000 impressões/mês mas CTR 1.2% (esperado 3-5% nas top 3 posições).

Investigar: title e meta. Reescrever para ser mais clicável.

Mudança simples, ganho de 2-3% CTR em 5.000 impressões = +100-150 cliques/mês.

Posts com tráfego decrescente há 3+ meses:

GSC mostra queda contínua. Conteúdo desatualizou? SERP mudou (competidor melhor surgiu)? Algoritmo mudou peso?

Investigar: reler o conteúdo. O que precisa atualizar (dados de 2024, ferramentas extintas, screenshots antigos)?

Decisão:

  • Update grande (refresh conteúdo, novo H2, novas seções) → redireciona métricas
  • Pequenos ajustes → publica novamente com data atualizada

Posts sem trafego algum há 6+ meses:

Conteúdo nunca pegou. Causas:

  • Keyword sem volume (muito específico ou nicho morto)
  • Concorrência muito forte (não consegui ranquear)
  • Qualidade do conteúdo ruim

Decisões:

  • Reescrever do zero com nova angulação
  • Consolidar com outro artigo similar (e redirect)
  • Manter e aceitar que esse é cluster page de pequeno volume

Conteúdo evergreen vs sazonal

Evergreen: artigo que continua relevante por anos. Update anual mantém viva.

Sazonal: artigo de tendência ou evento. Pico curto, depois cai. Aceitável se foi estratégia.

Identifique distribuição evergreen vs sazonal no blog. Se 90% é sazonal, blog não constrói valor de longo prazo.

Plano para próximos 30 dias

Saída da análise:

  • 3-5 artigos para UPDATE (publicar novamente com refresh)
  • 1-2 NOVOS artigos baseados em gaps identificados
  • Title/meta a reescrever em X artigos para ganho CTR
  • 1-2 artigos para SUNSET (deletar ou consolidar)

Sem plano de saída, análise é dados sem ação.

Apresentação ao cliente

Cliente quer ver:

  • Quantos artigos publicados no mês
  • Tráfego total do blog (vs mês anterior)
  • Top 3 vencedores com print das métricas
  • Top 1 oportunidade (artigo que precisa update urgente)
  • Plano próximos 30 dias

Não dump de números brutos. Narrativa com ação.

Critérios de qualidade

Relatório entregue no dia 1 ou 2 de cada mês.

Cruzamento GSC + GA4 (não só um).

Identificação de oportunidades concretas (não "vamos melhorar tudo").

Plano de próximos 30 dias com itens acionáveis e estimativas.

Cliente acompanha decisões e contribui para priorização.

Checklist

  • Extrair top 10 artigos por impressões no GSC (últimos 28 dias)
  • Extrair top 10 por cliques e CTR
  • Identificar posts com impressões altas mas CTR baixo (oportunidade title/meta)
  • Cruzar com GA4: top 10 por tempo médio + conversões
  • Listar artigos com mais de 6 meses sem atualização e tráfego decrescente
  • Planejar 3-5 updates ou novos artigos

Ferramentas

Entregável

Relatório mensal com top 10 posts por tráfego, top 10 por conversão, oportunidades de update, e plano para próximos 30 dias.

Entrega final e encerramento

4h Básico

Hand-off completo, transferência de conhecimento e fechamento.

Para que serve

Encerrar formalmente o projeto, entregar tudo que foi prometido e garantir que o cliente sabe operar sem você.

Estrutura

  1. Conferência do escopo: tudo que estava no briefing foi entregue?
  2. Documentação de tudo que foi entregue.
  3. Treinamento ou repasse para o time do cliente.
  4. Pesquisa de satisfação.
  5. Próximos passos (manutenção, evoluções).

Critérios de qualidade

  • Cliente assinou aceite formal.
  • Documentação está completa e acessível.
  • NPS coletado.

Checklist

  • Conferir escopo entregue
  • Consolidar documentação
  • Treinar/repassar para o cliente
  • Coletar NPS
  • Obter aceite formal

Entregável

Aceite formal + documentação consolidada + NPS.

Termos do assunto

Ver o assunto completo →

Na plataforma

Este playbook vira um projeto executável.

Kanban com as etapas na ordem, checklists por passo e assistente de IA acompanhando a execução — o texto é aberto; a execução organizada é o produto.

Ivan
Jupiter Apple
Mensagens desta conversa ficam com a equipe.